Exposição de Carlos Fajardo na XVI Bienal de São Paulo
Carlos Fajardo
1000
exposição
1981
São Paulo - SP
Os trabalhos expostos na XVI Bienal de São Paulo foram feitos para estarem simplesmente encostados na parede, levemente inclinados. Por estarem numa posição não frontal, convocam o espectador a relacionar-se com eles a partir de sua fisicalidade: do volume do chassis e de sua superfície. Quando elimina-se a leitura frontal do objeto pintado, o olhar necessita de uma nova estratégia para abarcar e entender a coisa olhada. A grande dimensão e a distância deixada entre uma tela e outra, em cada um deles, quebram a possibilidade de um olhar sincrético e produzem um estranhamento no observador. Este é obrigado a caminhar por toda sua extensão e convidado a perceber sua constituição física, sua materialidade. São quatro conjuntos, compostos de várias telas ligadas entre si por uma fresta.
Arte brasileira
Arte contemporânea